Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

SAM

 

O monumento ao poder efémero, da autoria de SAM (Samuel Azavey Torres de Carvalho, 1924-1993), está a ser recolocado num dos topos da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, local onde originalmente se encontrava.

 

Numa altura em que, literalmente, se adensam as nuvens sobre o país e a Europa, não deixa de ser curioso que se restabeleça um dos raros marcos escultóricos da ironia neste país, mesmo que seja em cumprimento inconsciente das superiores determinações de quem ocupa as cada vez mais inclinadas cadeiras do poder e conscientemente ignora a ironia.

 

SAM ter-se-ia divertido imenso, certamente, se pudesse testemunhar os tempos que correm. Não se divertiria com as dificuldades dos tempos nem com a ameaça de miséria que cada vez mais impende sobre muitos dos nossos concidadãos, mas divertir-se-ia, isso sim, com as ridículas atitudes e argumentações que, em tempo de profunda crise de valores éticos e políticos, estão no centro das preocupações de diversos representantes partidários. 

 

Trinta e cinco anos depois de terem sido criados, muitos dos cartoons de O Guarda Ricardo mantêm-se actuais. Nada mais justo, por isso, do que testemunharmos e recordarmos nós, durante um mês, a perenidade e pertinência do seu humor.

 

Um mês que começa num dia de tolerância, quase transformado em feriado religioso por um Estado supostamente laico e socialista, e terminará no dia de Santo António, advogado de noivados e bens perdidos, e pretenso autor de um sermão aos peixes, reinterpretado e celebrizado pelo padre António Vieira.

  

© Blog da Rua Nove

publicado por blogdaruanove às 00:01

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